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Mercado Farmacêutico Brasileiro


Entre abril de 2015 e início de 2016, o setor do Mercado Farmacêutico faturou 66 bilhões de reais, crescimento de 10% em relação ao período do ano anterior.

Segundo dados da IQVIA™, divulgados pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o ano de 2016 fechou na casa de 69 bilhões de reais. Em meio às incertezas econômicas enfrentadas por outros setores, o mercado de varejo farmacêutico vem remando na contramão.

Em 2017, somente no primeiro semestre, foram comercializados 1,8 bilhão de medicamentos. A população brasileira está envelhecendo e houve um significativo aumento da expectativa de vida, esses fatores resultaram no aumento da venda dos genéricos, sendo um dos principais combustíveis para esses números, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (ProGenéricos), com base em dados do IMS Health.

Conforme pesquisas de mercado, o IQVIA™ estima que o Mercado Farmacêutico brasileiro deverá alavancar em uma década, de 10º para o 5º lugar em faturamento mundial, ficando atrás apenas de grandes potências como Estados Unidos, China, Japão e Alemanha.

O Brasil continua sendo um dos campeões em arrecadação de impostos sobre medicamentos, incluindo aqueles que são essenciais para tratamentos de doenças. Nick Bosanquet, professor de políticas de saúde do Imperial College, em Londres, analisou a carga tributária incidente nos medicamentos de 38 países. Essa pesquisa revelou que a média de impostos no Brasil é três vezes maior do que a média dos outros países analisados.

O que se observa é que o varejo independente está encolhendo e não reagindo à altura. Reforçando a ideia de que o caminho para essas lojas seja o do associativismo.

Ranking mundial:

  • 8ª Posição
  • 5ª Posição (previsto para 2021)


Faturamento:

  • R$ 85,35 bilhões
  • 13,10% (crescimento)


Divisão de mercado:

  • 59% Varejo
  • 41% Institucional


Varejo farmacêutico:

  • R$ 50 bilhões
  • 146 bilhões de doses
  • 11% (crescimento)


Mercado institucional:

  • 52% Governo
  • 25% Hospitais
  • 11% Clínicas
  • 12% Outros


Divisão do varejo:

  • 61% Similar
  • 21% Referência
  • 18% Genérico


Balança comercial:

  • R$ 1,01 bilhão (exportação)
  • R$ 5,93 bilhões (importação)
  • R$ 4,91 bilhões (déficit comercial)


Incorporação ao SUS (2014 a 2016):

  • 29% de negativas para pedidos da indústria
  • 83% dos pedidos negados estão incorporados no exterior


Judicialização:

  • R$ 1,32 bilhão (Ministério da Saúde)
  • 50 medicamentos concentram quase todas as ações
  • Doenças genéticas e câncer lideram as ações


Controle de preços (2005 a 2016):

  • 103% de inflação (IPCA)
  • 77% de correção concedida a medicamentos
  • 26 pontos percentuais de defasagem ante o IPCA


Pesquisa clínica:

  • 15ª Posição (ranking mundial)
  • 110 estudos perdidos em três anos
  • 12 meses para análise de pedidos de estudos


Prazo para registro (dias):

  • 1.548 para similares
  • 1.083 para genéricos
  • 597 para sintéticos novos
  • 371 para biológicos novos


Registros aprovados:

  • 13 Similares
  • 84 Genéticos
  • 16 Sintéticos novos
  • 14 Biológicos novos



ranking dos medicamentos mais vendidos no Brasil



Referências:
ESTADÃO EMPRESAS MAIS. Farmacêutica: Crescimento de dois dígitos.
FOLHA DE SÃO PAULO. Brasil é líder mundial em tributação de remédio.
RAPOPORT, Izabel Duva. Apesar da crise, indústria farmacêutica aumentou em 20% as contratações e continua crescendo.
SOUTO, Isabella. Farmacêuticas escapam da crise econômica.

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Ribeirão Preto | Campinas - São Paulo - Visitas Proibidas aos Representantes


Uma lei em Brasília restringe a entrada de propagandistas em unidades públicas de saúde. Outras três cidades têm iniciativas parecidas.

Em CampinasSão Paulo, uma portaria da Secretaria Municipal de Saúde proíbe desde 2016, salvo “com a expressa autorização” do secretário, a visita de representantes em todas as unidades da rede municipal. Há tentativas de revertê-la. Um Projeto de Lei de 2015, para garantir o acesso dos Propagandistas, foi aprovado em uma primeira votação – agora, aguarda a segunda. Não há previsão de quando isso deve ocorrer.



Em Ribeirão PretoSão Paulo, até Dez|2016, vigorou um decreto que proibiu a presença de representantes de laboratórios farmacêuticos e similares nas unidades de saúde do município. Um projeto de decreto legislativo revogou o trecho sobre os propagandistas. Em nota, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) afirma que a proibição das visitas pode prejudicar o atendimento a pacientes, pois esse contato é realizado com o único e exclusivo objetivo de promover a atualização científica do profissional de saúde.

É provável que o caminho para relações mais éticas inclua também a cobrança pelos pacientes. Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que eles avaliam como menos honestos e comprometidos com os pacientes os Médicos que receberam pagamentos da indústria. No Brasil, um levantamento on-line com mais de 1.700 pessoas, feito pelo ReclameAQUI a pedido de ÉPOCA, sugere que os brasileiros também estão atentos: 61% afirmam que os Médicos receberem visitas de Propagandistas os deixem desconfiados de que possa favorecer alguma Marca.

Revista Época


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Goiânia - Distrito Federal - Visitas Proibidas aos Representantes


Uma lei em Brasília restringe a entrada de propagandistas em unidades públicas de saúde. Outras três cidades têm iniciativas parecidas.

A lei do Distrito Federal não é uma iniciativa isolada.


No Brasil, pelo menos outras três cidades tentaram implantar medidas semelhantes – não sem polêmica e resistência. Em Goiânia, em 2014, um Projeto de Lei determinava que os representantes de empresas farmacêuticas deveriam marcar um horário para falar com o médico antes ou depois das consultas. O projeto não foi aprovado. Na época, o sindicato dos propagandistas de Goiás procurou os vereadores e o projeto foi barrado.

Revista Época


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Polônia - Visitas Proibidas aos Representantes


A Polônia, um país da Europa Central, com fronteiras comuns com a Alemanha a oeste; com a República Checa e a Eslováquia ao sul; com a Ucrânia e a Bielorrússia a leste; com o Mar Báltico, o Oblast de Kaliningrado (um exclave russo) e a Lituânia ao norte.





Tem uma área total da nação é 312 679 quilômetros quadrados, o que a torna o 69º maior país do mundo e o 9º maior da Europa. Com uma população de mais de 38,5 milhões de pessoas, a Polônia é o 34º país mais populoso do mundo, o sexto membro mais populoso da União Europeia (UE) e o Estado pós-comunista mais populoso da UE. A Polônia é um Estado unitário dividido em 16 voivodias (subdivisões administrativas).

Quase 50% dos médicos entrevistados em uma pesquisa dizem não ver problemas em receber brindes da indústria farmacêutica.


Ainda que o impacto prático pareça significativo, a experiência da Polônia, que adotou em 2008 uma lei federal proibindo as visitas de Propagandistas durante o horário de atendimento, sugere que a restrição possam tornar-se um tipo de lei conhecida dos brasileiros: a que não pega. A socióloga Marta Makowska, que estuda a influência do marketing farmacêutico na Universidade de Varsóvia, fez uma pesquisa on-line com 379 médicos. A vasta maioria (97%) confirmou ter encontrado Representantes. Desses, mais de um terço admitiu continuar a recebê-los durante o horário comercial. Ainda há outro fator a considerar. “A proibição traz riscos éticos”, afirma Marta. “Os encontros fora do horário de trabalho têm natureza menos formal e dão brechas para condutas que estimulam gratificação. Os médicos entendem que o tempo deles vale dinheiro e ficam mais abertos a aceitar recompensas.”


Revista Época


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Brisbane - Austrália - Visitas Proibidas aos Representantes


Brisbane é a capital do estado australiano de Queensland, terceira maior cidade e principal hub econômico, administrativo, cultural e urbano do leste do país.






Os primeiros resultados de iniciativas que tentam blindar os Médicos – e os Pacientes – da influência da indústria começam a aparecer. O epidemiologista libanês Elie Akl, da Universidade de Beirute, analisou o impacto de três iniciativas para coibir a interação entre Médicos e Propagandistas. Os resultados foram positivos nas políticas que restringiram o contato com representantes, a distribuição de amostras grátis e de material promocional.

Um projeto, em uma clínica universitária em uma área periférica de Brisbane, na Austrália, apresentou resultados ao adotar novas regras: as secretárias foram proibidas de receber materiais promocionais e de agendar visitas dos Representantes, e os Médicos que desejassem encontrá-los deveriam fazê-lo fora do horário de atendimento. Nove meses após a implementação, a prescrição de medicamentos que era de, no mínimo, uma por paciente, caiu a 0,54. Isso significa que nem todos os pacientes saíam do consultório com uma receita – evidência de que, antes, muitos eram medicados desnecessariamente. A prescrição de genéricos também aumentou: passou de 4% para 8%.


Revista Época


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Visitas Proibidas aos Representantes


Algumas cidades querem restringir as visitas de Representantes Farmacêuticos a unidades de saúde. Alguns governos locais tentam limitar acesso da Indústria Farmacêutica a médicos da rede pública – e a indústria reage.



Códigos de conduta médica e da indústria ditam regras para garantir a independência dos médicos.

Os Propagandistas ocupam o papel central na estratégia de marketing da Indústria Farmacêutica. Conectam o setor aos Médicos. Levam informações sobre os produtos da empresa a profissionais de saúde até as cidades mais afastadas de grandes centros, em uma conversa olho no olho, permeada pelas melhores táticas de venda e pela distribuição de amostras grátis.

Esta relação encontra-se sob forte escrutínio, principalmente de grupos acadêmicos. “A interação dos médicos com a indústria gera conflito de interesse”, dizem alguns.


Uma lei em Brasília restringe a entrada de propagandistas em unidades públicas de saúde. Outras três cidades têm iniciativas parecidas.

A lei do Distrito Federal não é uma iniciativa isolada. No Brasil, pelo menos outras três cidades tentaram implantar medidas semelhantes – não sem polêmica e resistência. Em Goiânia, em 2014, um Projeto de Lei determinava que os representantes de empresas farmacêuticas deveriam marcar um horário para falar com o médico antes ou depois das consultas. O projeto não foi aprovado. Na época, o sindicato dos propagandistas de Goiás procurou os vereadores e o projeto foi barrado.

Em Campinas, São Paulo, uma portaria da Secretaria Municipal de Saúde proíbe desde 2016, salvo “com a expressa autorização” do secretário, a visita de representantes em todas as unidades da rede municipal. Há tentativas de revertê-la. Um Projeto de Lei de 2015, para garantir o acesso dos Propagandistas, foi aprovado em uma primeira votação – agora, aguarda a segunda. Não há previsão de quando isso deve ocorrer.

Em Ribeirão Preto, São Paulo, até Dez|2016, vigorou um decreto que proibiu a presença de representantes de laboratórios farmacêuticos e similares nas unidades de saúde do município. Um projeto de decreto legislativo revogou o trecho sobre os propagandistas. Em nota, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) afirma que a proibição das visitas pode prejudicar o atendimento a pacientes, pois esse contato é realizado com o único e exclusivo objetivo de promover a atualização científica do profissional de saúde.


Dados como esse não significam que os Médicos que recebem Representantes, aceitam um brinde para o consultório, concordam com um almoço para saber mais sobre uma nova droga ou a possibilidade de assistir a um congresso ajam deliberadamente para favorecer os interesses da indústria. Apenas que eles – como qualquer pessoa – podem ser influenciados pelo fator reciprocidade, uma tendência inconsciente de retribuir ao sentir que receberam um favor. Talvez essa seja a questão mais delicada: os próprios profissionais têm dificuldade de reconhecerem a influência.

Uma pesquisa ainda não publicada da USP com mais de 4 mil médicos recém-formados de todo o Brasil, mostra que 44% dos entrevistados acham que a visita não influencia na prescrição. Quase 50% consideram não haver problemas em receber brindes de pequeno valor e financiamento para viagens científicas.

Revista Época


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Vendas da Indústria Farmacêutica crescem 13,1% em 2016, diz Interfarma

Vendas da indústria farmacêutica crescem 13,1% em 2016, diz Interfarma


Faturamento com venda de remédios no país somou R$ 85,35 bilhões. Medicamentos que geraram mais receitas foram analgésicos e antidepressivos.

As vendas da Indústria Farmacêutica brasileira cresceram 13,1% em 2016, somando R$ 85,35 bilhões, segundo levantamento realizado pela Interfarma, a associação que representa laboratórios farmacêuticos do país, a partir de dados da IMS Health®.

Os dez principais grupos farmacêuticos faturaram juntos R$ 48,59 bilhões no ano passado, correspondendo a 56,9% do mercado varejista. Segundo a Interfarma, o valor reflete o preço de lista dos medicamentos, sem considerar eventuais descontos nas farmácias.

O crescimento nominal da receita com vendas de remédios no país ficou acima da inflação, que ficou em 6,29% pelo Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA). Segundo o IBGE, os medicamentos ficaram 12,5% mais caros em 2016, a taxa mais elevada desde 2000, e ficou entre as categorias que mais pressionaram a inflação no ano passado.

A Interfarma, a associação que representa laboratórios farmacêuticos do país, afirma que os preços em 2016 refletiram o reajuste autorizado pelo governo no ano passado, que "sofreu impacto das oscilações do câmbio e das despesas com energia elétrica".

"O setor de medicamentos registra uma defasagem nos reajustes de preços autorizados pelo Estado de 29,7 pontos percentuais, desde 2005, em comparação com o IPCA", acrescentou a Interfarma.

A associação destacou que o reajuste de 12,5% aplicado em abril foi referente ao período entre março de 2015 e fevereiro de 2016 e que em março de 2017 deverá ser autorizada uma nova correção de preços pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). "Portanto, somente neste momento será adequada uma comparação com os dados do IBGE referente ao ano de 2016", completa.

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) disse que a inflação apurada pelo IBGE reflete uma reposição parcial dos custos médico-hospitalares, que em 2015 ficou acima de 18%.

Segundo a Abramge, nos últimos anos as despesas assistenciais têm crescido frequentemente mais que as receitas. "Em 2016 estes valores atingiram a cifra recorde de R$ 131,4 bilhões. O custo per capita em 2016 com o atendimento médico-hospitalar também foi bastante superior aos anos anteriores, atingindo o valor de R$ 2.711, um salto de 14,8%", informou.


A associação afirma ainda que, desde 2007, o setor tem operado com margens operacionais inferiores a 1%. "A correção de valores das mensalidades dos planos de saúde é necessária para viabilizar a continuidade do atendimento por parte das operadoras, considerando a incorporação de novas tecnologias, o incremento de procedimentos determinados no rol da ANS, a maior demanda devido ao envelhecimento da população, a judicialização e demais desperdícios da saúde", completou.

Segundo o levantamento, a receita de vendas de genéricos, que representam 26,6% do mercado, subiu subiu 14,7%.

Por categoria de remédios, a líder em faturamento foi a classe dos “analgésicos não narcótico e antipiréticos”, com faturamento de R$ 3,82 bilhões, ou 4,5% do total. Em seguida, estão os “antidepressivos e estabilizadores do humor”, com vendas de R$ 3,45 bilhões e crescimento de 18,2% na comparação com 2015. Na terceira posição ficaram as “preparações reguladoras do colesterol e triglicerídeos”, com receita de R$ 3,02 bilhões.


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