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A Pirâmide da Transformação Digital



Transformação Digital não é sobre tecnologia

A Transformação Digital é atualmente um dos tópicos de negócios mais discutidos da agenda corporativa. Verdade seja dita, os elementos cruciais da Transformação Digital ainda precisam ser claramente delineados, e as áreas de intervenção no ambiente corporativo ainda estão por ser definidas.

Em um artigo recente, Alessandro Braga definiu 6 Pilares (que chama de eixos) da Transformação Digital: 3 deles dentro da empresa (pessoas, processos e tecnologia), os demais 3 ficam no exterior (cliente, relacionamento e produto / serviços).

Em um artigo publicado no MIT Sloan Review, Peter Weill e Stephanie L. Woerner identificaram 2 dimensões de negócios para avaliar a prontidão digital das corporações: experiência do cliente e eficiência operacional.

No geral, há um consenso claro de que a transformação digital não é sobre tecnologia, mas sim sobre uma nova maneira de fazer negócios e uma nova maneira de abordar modelos corporativos. Como George Westerman  afirma: "Quando se trata de transformação digital, digital não é a resposta. Transformação é"

A estrutura da Pirâmide da Transformação Digital

Este framework, Pirâmide da Transformação Digital, desenvolvido por Patrick Turchi (com contribuições de Alessandro Braga), tem o objetivo de facilitar a definição de iniciativas de transformação digital, ajudando a entender o impacto da tecnologia digital nos negócios corporativos.

Patrick define que existem 3 níveis nos quais a Transformação Digital precisa ser abordada dentro das corporações:

  • Estratégia
  • Execução
  • Tecnologia


Um programa eficaz de Transformação Digital tem que abranger pelo menos dois dos três níveis e deve cobrir, a longo prazo, cada um dos três níveis.

Por exemplo, a definição de um novo Modelo de Negócio Digital, sem sua execução por meio de uma nova abordagem do Go-to-Market, é um exercício teórico puro que permanecerá na apresentação em nível de diretoria e não mudará a forma como o negócio é executado. Por outro lado, a implementação de um novo sistema de TI (como um ERP ou CRM) ou a criação de um e-commerce independente não é uma iniciativa de Transformação Digital, se isso não fizer parte de uma transformação geral do Modelo Operacional ou de uma nova abordagem do Go-to-Market.

É importante reconhecer que cada um dos três níveis da pirâmide tenha forte influência sobre os demais elementos da estrutura.

Um programa de Transformação Digital bem sucedido requer uma abordagem de sistema que abranja uma verdadeiramente iniciativa transformacional. Estratégia, Execução ou Tecnologia por si só não podem transformar uma empresa: apenas uma revisão integrada de (pelo menos) dois dos elementos permite a transformação corporativa.

Os blocos de construção da Pirâmide da Transformação Digital

Existem 5 blocos de construção que definem o framework:

  • Modelo de Negócio / Estratégia de Negócios
  • Modelo Operacional
  • Operações
  • Ir ao mercado
  • Tecnologia


Cada um dos elementos é relevante e a relação entre os elementos deve ser levada em consideração nas iniciativas de transformação digital. Na verdade, uma nova maneira de fazer negócios, tanto dentro da empresa quanto em relação ao mercado, é a maneira correta de trabalhar com um programa de transformação digital.

Na verdade, as tecnologias impactam o Modelo Operacional e as Operações de uma empresa, além de apoiarem a evolução do Go-to Market (por exemplo, por meio de uma nova abordagem de canal ou por meio da revisão do portfólio de produtos ou das características do produto). Da mesma forma, a implementação do Modelo de Negócio requer a definição (e evolução) de modelos operacionais específicos, atividade operacional e abordagem de mercado.


Camada 1: Estratégia (modelo de negócio)

A importância da estratégia nos processos de Transformação Digital são fundamentais, levando-se em conta que não existe Estratégia Digital: apenas Estratégia de Negócios num ambiente digital enriquecido.

Ao definir a Estratégia de Negócios em um ambiente habilitado digitalmente, as empresas devem avaliar oportunidades e impactos, bem como ameaças potenciais, de Modelos de Negócios Digitais habilitados por tecnologia, mas não limitado a isso:


  • Negócio de plataforma e mercado
  • Evolução do modelo de propriedade (com a mudança de propriedade para acesso, através de modelos pay-per-use)
  • Serviços de valor agregado através da tecnologia digital
  • Produtos baseados em dados (e serviços)


Camada 2: Execução

Não podemos afirmar categoricamente que Churchill realmente disse “Por mais bela que seja a estratégia, você deve ocasionalmente olhar para os resultados”, mas o ponto aqui é claro: a execução é a chave para a transformação corporativa e os programas de Transformação Digital não são exceção.

A execução funciona de fato em 2 direções: dentro e fora da empresa, em direção ao Mercado ou aos Mercados que a empresa está disposta a servir.

Existem 3 blocos de execução:


  • Modelo de Operação Corporativa
  • Modelo Operacional de Operações
  • Abordagem Go to Market


Cada um dos blocos requer um mergulho profundo específico, uma vez que cada um dos 3 blocos de construção seja composto por elementos adicionais, e cada um deles requeira atenção especial no desenvolvimento de uma iniciativa de Transformação Digital.

No entanto, é importante ter em mente que, neste nível, a estratégia definida é realizada através dos elementos fundamentais de uma empresa:

Produto e Cliente: que define a oferta do negócio, levando em consideração elementos-chave, como preço de venda, canal de distribuição, abordagem de promoção e comunicação, proposta de valor do produto digital, etc.

Organização, Procedimento e Ferramentas, que - através do Modelo Operativo - delineiam a estrutura da corporação e o modo como ela funciona.

Operações, constituem a forma como a empresa realiza produtos (e serviços) que estão dispostos a empurrar para o mercado.

Esses elementos são, obviamente, os componentes padrão da execução da estratégia e não são relevantes apenas em um contexto de Transformação Digital. No entanto, é importante destacar que, nesse contexto, exigem uma abordagem específica por meio da avaliação do impacto digital e tecnológico.


Por exemplo, qual é o produto em um contexto habilitado digitalmente, como plataformas de compartilhamento de carros? É o serviço prestado, a chegada ao destino final, o acesso ao carro, o tempo necessário, etc? 
E considere que a própria definição de produto tem então um impacto sobre a definição do preço, o valor fornecido, a oferta principal do produto, etc.


Camada 3: Tecnologia

Como mencionado no início, a tecnologia não é o núcleo da Transformação Digital, mas é, na verdade, o seu facilitador. A tecnologia serve, e suporta, a realização do objetivo de negócio através dos blocos de execução.

A tecnologia é o facilitador da evolução do Modelo Operacional, das Operações (com a abordagem da Indústria 4.0) e a realização da abordagem Go-to-Market.

Por outro lado, a tecnologia é o impulsionador das mudanças em cada nível da pirâmide, e a capacidade de identificar o impacto da tecnologia em cada nível da pirâmide é uma das principais capacidades corporativas estratégicas. É importante identificar mudanças nos negócios no mercado impulsionadas pela tecnologia e definir respostas estratégicas (ou possivelmente antecipar com o movimento estratégico correto).

A Jornada da Transformação Digital é sobre pessoas

Prá ser bem piegas:A Transformação Digital é uma jornada, não um destino: como todas as outras atividades estratégicas no campo corporativo, as iniciativas de transformação digital precisam ser constantemente revisadas e avaliadas.

A aceitação de novas tecnologias, novos procedimentos e novas formas organizacionais pela corporação é uma área chave que requer monitoramento contínuo e (se necessário) ajuste rápido. E, claro, como em qualquer outro programa de transformação corporativa, o Gerenciamento de Mudanças é essencial para a realização da iniciativa.

A Transformação Digital real, é mais sobre pessoas, do que sobre tecnologia. Por essa razão, uma genuína abertura (e interesse) em relação à tecnologia e inovação é crucial dentro da organização (e especialmente na alta gerência) para o sucesso da iniciativa de transformação.

As funções de tecnologia possuem o conhecimento tecnológico e know-how, mas uma compreensão sólida das implicações,e os benefícios, da tecnologia em torno de cada função da empresa é a chave para garantir o sucesso da iniciativa de Transformação Digital.


Alessandro Braga - CIO da Talent Garden, a maior rede de co-working europeu e coordenador científico do Mestrado em Transformação Digital da TAG Innovation School, a unidade de treinamento do Talent Garden.

Peter Weill - Presidente do Centro de Pesquisa de Sistemas de Informação do MIT Sloan School.

Stephanie L. Woerner - Pesquisador do Centro de Pesquisa de Sistemas de Informação da MIT Sloan School.


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Drops - COMUNICAÇÃO - 2ª Ação que o CFO deve tomar


A Transformação Digital vem provocando mudanças em muitas frentes, o que significa que os profissionais de TI têm muito a fazer.


Do mesmo modo como os CFOs muitas vezes não entendem o vocabulário hermético de TI, você talvez ficasse surpreso em quantos CIOs não compreendem a diferença entre EBIT e EBITDA...



Educação mútua pode representar a base para o estreitamento de laços e principalmente na criação de uma pauta comum de prioridades.



Use as "antenas" do seu CIO para mapear tecnologias disruptivas que afetarão sua empresa.

E é cada vez mais importante ter um olhar mais aprofundado para cada uma dessas áreas emergentes.

1. IoT e M2M 
Mais de 26 bilhões de dispositivos serão conectados ao IoT até 2020, e mais de metade dos novos processos de negócios e sistemas envolverão funcionalidades de Internet das Coisas de alguma forma. Atualmente, as áreas de TI das organizações seguem adotando uma abordagem comedida, perseguindo projetos-piloto em vez de implantações para valer - uma estratégia que parece prudente à luz de incidentes como o ataque DDoS  que nocauteou uma parcela significativa de serviços de Internet no fim de 2016.

Na pesquisa Tech Forecast 2017, 20% dos entrevistados disseram que elementos da infraestrutura que suporta o ecossistema emergente de dispositivos interconectados - tecnologias IoT, sistemas máquina a máquina (M2M) e telemática - constituem coletivamente a área número 1 dos novos gastos. E 20%, separadamente, disseram que esta categoria aparece como a tecnologia disruptiva que mais provavelmente impactará suas organizações ao longo dos próximos três a cinco anos. Apesar disto, apenas 13% dos entrevistados estão testando ou pilotando projetos de IoT, embora 24% tenham projetos em andamento ou esperem lançar um teste em 2017.

Mesmo antes do incidente DDoS, muitos tinham sérias reservas sobre as implicações de segurança das tecnologias IoT. Por exemplo, uma rede de pizzaria, em particular, preocupam-se com a possibilidade de adulteração de freezers e fornos, cruciais às operações diárias e das vendas em mais de 60 pizzarias da empresa. Pensam que quanto mais coisas você conectar à internet, mais coisas podem trazer problemas.

 A ideia de conectar os mundos físico e digital para promover inovação, eficiência e crescimento econômico global pode ser resumida no conceito de Negócios Inteligentes. A base de tudo é a possibilidade de obter informações, em tempo real, cobre cada etapa da cadeia.  Essa visibilidade sobre o que está acontecendo agora é revolucionária. Permute que pessoas, empresas e organizações ajam com base em informações em tempo real e alcancem novos níveis de crescimento, produtividade e qualidade de serviço -- ou, em uma palavra, inteligência.

2. TI Self-service 
Usuários de negócios, capacitados por serviços de nuvem fáceis de implantar e tecnologias de consumo fáceis de usar, estão marchando ao ritmo do seu próprio tambor, cada vez mais controlando as implantações de tecnologia sem a supervisão dos profissionais de TI.

Em vez de lutar contra esses esforços, as áreas de TI deveriam olhar para a ascensão da chamada Shadow IT como uma oportunidade para descarregar algum trabalho mundano e se concentrar em iniciativas mais estratégicas. A implantação de ferramentas que ajudem os usuários de negócios a se ajudar pode liberar funcionários de TI para trabalhar em outras coisas.

A TI Self-service foi o desafio mais perturbador dos seus negócios. A gestão da mudança foi crucial para uma implementação de ferramentas self-service bem sucedida.

As implementações de TI self-service mais bem sucedidas nasceram de uma parceria igualitária entre a TI e as áreas de negócios que estão solicitando acesso a dados ou serviços. Isso nem sempre é fácil.

O maior desafio para a TI é manter um controle rígido sobre a integridade dos dados corporativos. A TI também deve ter uma compreensão totalmente detalhada dos perfis de usuários que estão usando ferramentas de autoatendimento e seus níveis de acesso. E, por fim, colocar o movimento de autoatendimento em contexto. Sim, o acesso self-service a sistemas e dados empresariais dá aos usuários o poder e a flexibilidade que eles nunca tiveram antes, e sim, isso exige um maior nível de controle por parte da TI.


3. Pagamentos móveis 
Como o smartphone transforma-se de uma ferramenta de comunicação em um dispositivo de estilo de vida, as empresas que vendem coisas para as pessoas estão abraçando os pagamentos móveis como um pré-requisito para fazer negócios, especialmente se estão cortejando millennials e consumidores em áreas urbanas.

De acordo com a pesquisa do Pew Charitable Trusts, possuir um smartphone é o catalisador mais comum para adotar alguma forma de pagamento móvel. De pessoas que já usam uma ferramenta de pagamento móvel, 72% são milionários da geração X ou Y, e a maioria tem maior probabilidade de morar em áreas metropolitanas, ter contas bancárias e ter educação universitária. As pessoas mais jovens vêem o valor dos pagamentos móveis por uma variedade de razões, desde conveniência até seu desejo de ganhar dinheiro com incentivos e ofertas.


4. Inteligência Artificial 
Inteligência Artificial e sistemas baseados no conhecimento estão entrando na empresa como cortesia de tecnologias emergentes como IaaS, IoT e Big Data/Analytics e são popularizados por iniciativas como o Watson e o AlphaGo.

Um estudo recente da Universidade de Stanford deu uma olhada em como a Inteligência Artificial e  seus subsets (Machine Learning e Deep Learning) afetarão a vida em 2030 em oito categorias, desde o emprego aos cuidados de saúde e transporte. Entre as suas conclusões, a IA Irá impulsionar avanços em veículos autônomos e veículos aéreos de entrega que irão mudar a vida nos grandes centros; nos cuidados de saúde, onde os sensores inteligentes ajudarão a a monitorar sinais vitais e coletar dados sobre a pressão arterial, níveis de glicose; e muito mais.

No setor empresarial, as empresas estão explorando como incluir IA e o aprendizado de máquina em aplicações mainstream de negócios e automação - principalmente através do uso de análise preditiva. Ainda estamos no início, no entanto, apesar do potencial para a IA elevar a barra e trazer eficiências para atendimento ao cliente, operações comerciais e até mesmo cibersegurança.


5. WiFi HaLow 
A visão para um universo conectado de casas inteligentes, wearables, carros e tudo o mais, preparou o cenário para uma nova iteração da tecnologia WiFi, especificamente projetada para suportar os requisitos de baixo alcance e de longo alcance das aplicações IoT.

Um protocolo sem fio emergente conhecido como WiFi HaLow, baseado no padrão IEEE 802.11ah ainda em desenvolvimento e defendido pela Wi-Fi Alliance, promete dobrar a gama de conexões WiFi padrão e aproveitar a parte de 900MHz para atravessar obstáculos como paredes, além de cobrir longas distâncias para oferecer conectividade eficiente.

A HaLow não só oferece inúmeras melhorias de segurança e interoperabilidade, como também é capaz de suportar milhares de dispositivos por ponto de acesso, facilitando a localização de todos os pontos conectados pelos funcionários municipais, empresas e indivíduos na extremidade da rede.

Embora o WiFi HaLow esteja ainda em sua infância e produtos certificados não devam estar amplamente disponíveis antes de 2018, as organizações de TI já estão sentindo o calor para obter a próxima geração da tecnologia WiFi.


Um benefício adicional do WiFi HaLow para os desenvolvedores e usuários industriais é que a nova especificação vai compartilhar muitos dos mesmos aspectos do protocolo WiFi existente, incluindo interoperabilidade entre diversos fabricantes, forte segurança e facilidade de configuração. Além disso, vai suportar de forma nativa várias características IP.






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Richie Etwaru - 10 mudanças inevitáveis ​​na Pharma 2015

Richie Etwaru - 10 mudanças inevitáveis ​​na Pharma 2015


Richie Etwaru (@RichieEtwaru)

Se realmente desejar fazer uma verdadeira mudança de paradigma, no sentido mais estrito do vernáculo, necessitará observar este processo.

O que segue é uma lista montada, e traduzida por mim com certa interpretação, elaborada pelo Sr. Richie Etwaru - Group Vice President

Esta lista mostram palavras, as quais, segundo a visão de Etwaru, precisarão ser substituídas pelos líderes na indústria farmacêutica, refletindo o que 2015 trará.

À medida que o ritmo da transformação horizontal dos produtos farmacêuticos for aumentando, e os modelos de funcionamento das organizações mudarem radicalmente, novos vernáculos serão introduzidos substituindo palavras mais antiquadas.

1. Comunicação -> Colaboração

A comunicação é feita de um-para-um, ou de um-para-muitos e muitas vezes sem a facilidade ou a expectativa de um retorno imediato. 

A colaboração é de muitos-para-muitos e com uma expectativa de retorno imediato. Esta é, em minha humilde opinião, provavelmente, a mudança mais importante que precisa acontecer em na indústria Farmacêutica, esta ainda é muito tribal, vertical, e resistente à partilha.

2. Conteúdo -> Contexto

Conteúdo é a mensagem e pode ser inserido como texto, voz, imagens ou vídeo. O contexto é uma forma caprichada de como o conteúdo funciona para mim. Contexto não é a personalização impulsionada por minhas ações; é uma personificação dos meus desejos ocultos em meus pensamentos. A indústria Farmacêutica é boa em biologia, química e muitas vezes em física. Precisamos ficar melhores em matemática, mas neste contexto, o capricho é a psicologia. Nós não somos bons em psicologia.

3. Cuidado -> Cura

Como a inovação externa continua a despejar no mercado Farmacêutico, o velho axioma de que "não há dinheiro na prevenção", este, continua a parecer cada vez menos válido. Como resultado, muitas pessoas começam a preparar-se para receber cuidados apropriados no futuro (Care+), outros passam a tomar pílulas demais (Pill+) e ainda outros buscam por modelos de negócio que entreguem a cura junto com a prevenção e a identificação precoce.

4. Compliance -> Cultura

Compliance é um conjunto de processos, e a cultura é um conjunto de hábitos. Faz tempo que uma empresa da indústria Farmacêutica podia sobreviver simplesmente com um conjunto de processos (compliance). Hoje precisa que estes tornem-se hábitos (cultura). São os hábitos mais baratos e eficazes do que os processos? Essa discussão certamente é necessária.

5. Chain (Cadeia) -> Constellation

indústria Farmacêutica ainda mostra-se embrenhada numa das cadeias mais ineficientes de fornecimento, encerrada rigidamente com contratos a longo prazo com os fornecedores preferenciais e individuais. A cadeia é fixa e ineficiente. Quer ver um exemplo de indústria que passou de uma cadeia de abastecimento para uma constelação de suprimentos? Olhe para a indústria automobilística. Uma transformação pode impermeabilizar a cadeia de abastecimento, através da criação de um conjunto de fornecedores contestáveis ​​para selecionar a partir de uma fonte de "constelação".

6. Personalização -> Configuração

Muitos executivos continuam selecionando tecnologias que precisam ser personalizadas por SI ("sistemas instaladores"). Este modelo já foi ultrapassado em outras indústrias há tempos. É hora de cair na real sobre tal configuração sem a necessidade de alterar, compilar e testar o código em nossos departamentos de tecnologia. Os negócios intrínsecos precisam ser capazes de configurar por si mesmos, em vez de dependerem de que TI os personalize ou pior, depender de caros fornecedores externos de SI.

7. Cliente -> Consumidor

O profissional de saúde. É um cliente da indústria Farmacêutica, mas o paciente é o consumidor. À medida que a democratização do diagnóstico continuar, aindústria Farmacêutica será forçada a pensar sobre "o consumidor" (paciente) mais do que "o cliente" (médico). 

Os contribuintes (empresas de seguros de saúde) têm se envolvido no processo de educação dos consumidores. Essa mudança está começando, mas vai ascender ao passo que os consumidores / pacientes se tornarão cada vez mais educados.

Um consumidor / paciente educado será algo novo para a indústria Farmacêutica e um consumidor / paciente educado pelos contribuintes será algo novo e surpreendente!

8. Visitação -> Consultor

O modelo de um Representante de Vendas tornando-se mais inteligente, ao invés de um Representante de Vendas invisível continuará. Educadores clínicos de saúde continuarão a crescer exponencialmente virando a "visita" para uma "consultoria". Pense nisso, um "plano de consultoria", ou um "consultor de notas".

Já começamos a nos afastar do modelo sob o qual o Representante de Vendas visita os Médicos para dizer-lhes o que sabem, antes precisaremos desenvolver a competência do conhecimento, onde o Médico agora chega até nós para uma consulta clínica.

9. Nuvem -> Multidão

(Propositalmente deixado em inglês)
Unless you are thinking about consuming Everything as a Service (which you should) and you have made the cognitive leap to realize that cloud the noun is dead and clouding the verb is alive; take it easy on the cloud and start thinking about the crowd. Power of crowd, crowd-sourcing wisdom/insight, human (doctors et. al.) as a Service, and Expertise on Demand will become a reality. Simple, as a silly example think Uber for samples delivery? Get it?

10. Caridade -> Causa

indústria Farmacêutica tem doado mais para a caridade, do que muitas outras indústrias. No entanto, não tem a capacidade de reunir-se em torno de causas específicas.

Há uma linha de intersecção entre as causas que preocupam, e os nossos produtos. Precisamos criar uma ponte sobre esta lacuna do "último bilhão" com telefones celulares, Internet, água, comida, e saúde. 

Sim, o Vale do Silício funciona com os telefones e a Internet. Gates, Clinton e outros trabalham em água e alimentos. A indústria Farmacêutica precisa pensar em algo sobre a entrega de saúde para este último bilhão.


Livremente traduzido do artigo '10 Inevitable Changes in Pharma 2015'.


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Quando a Efetividade da Força de Vendas utiliza a consumerização de TI na Indústria Farmacêutica

Quando a Efetividade da Força de Vendas utiliza a consumerização de TI na Indústria Farmacêutica

























Quando os Diretores e Gestores analisam os seus Dashboards, resultado do cruzamento das suas estratégias com as auditorias do Mercado, detectam a tradução do seu esforço. Conseguem, com alguma acuracidade, acompanhar o quanto cresceram em participação no Mercado na última semana, no mês passado, e no último trimestre.

Tenho certeza que também se interessam por quanto não foi vendido nesses períodos. 
  • Será que estou munindo o meu Representante com tudo o que precisa para aprofundar o seu relacionamento com o médico que informei?
  • Será que tenho dado liberdade ou lhe cerceado esta?
Quantas prescrições deixarão de ocorrer, mas poderiam se realizar caso o meu Representante tivesse um acesso maior às informações:

Do Produto que está promovendo.

Sobre o Médico que está visitando.

Acesso ao respectivo Histórico Prescritivo atualizado.

Compreensão da abrangência da Demanda do Setor onde atua.

E se recebessem regularmente insights oriundos:

do Depto de Marketing.
do Depto de Efetividade.
do Depto de Inteligência de Mercado.

Ignorar estas informações pode fazer a diferença entre compreender a necessidade atual do Médico, compartilhando um projeto de interesse comum que seja adequado, abrangente e factível ou apenas falar por um minuto ou meio e ir embora.

Um excelente desafio é fazer com que a nossa Força de Vendas esteja mais tempo em contato com o Médico e possa ter maior agilidade para impregná-lo com o nosso conteúdo, seja para fixar a nossa marca, conceito, ou relacionamento.

O QUE A TECNOLOGIA PROPICIA?
Imagine poder consultar outro médico especialista ali mesmo no consultório, no momento de um questionamento, ou mesmo consultar um especialista sobre um detalhe técnico, atendendo ao seu cliente potencial.

Talvez o Médico possa receber um feedback enviado pelo Representante.

Talvez o Representante possa convidar o Médico a visitar a sua página pessoal na Internet, onde poderá entre outras coisas, atendê-lo mais prontamente.

Quem sabe direcionar um vídeo de um produto logo ao sair do consultório.

Talvez o Representante possa mostrar mostrar ao Médico um vídeo dos seus filhos, ou do final de semana.

DESTAQUE-SE DOS DEMAIS
O desafio é incrementar a Efetividade da Força de Vendas, e este é um desafio para todos na Indústria Farmacêutica.

O uso do conhecimento do Representante à favor da cultura da empresa é um diferencial pouco explorado no Mercado Farmacêutico.

Os nossos Representantes têm uma demanda maior por novas soluções. A sua velocidade de atualização tecnológica é superior àquela da  organização onde se encontra. E a consequência direta é a de que estes tenham uma necessidade maior de novas soluções de relacionamento e interação.

Tornam-se mais seletivos, ágeis, dinâmicos e reclamam da prontidão no acesso à informação; isto é chamado de "consumerização de TI".

Será que a empresa irá na via contrária, ou se tornará uma parceira tecnológica destes?
Incentivará o novo modo como se relacionam ou se acomodarão nos seus processos de décadas atrás?
Porque restringi-los, ao invés de apoiá-los?

A Efetividade da Força de Vendas precisa ir tão longe e pensar tão fora da caixa ao ponto de perceber que precisa se apropriar do uso contínuo e progressivo das vantajosas tecnologias mobile, cloud computing e a media social, de forma natural e intuitiva.

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